Redação Tribuna do Norte
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23h00


O Diretório Nacional do PT aprovou, nesta sexta-feira, a resolução que estabelece os critérios de distribuição dos R$ 615,4 milhões destinados ao partido pelo Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). De acordo com o plano aprovado pela cúpula petista, a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá a maior fatia individual: R$ 127 milhões, o que representa 20,64% do total da sigla.
A medida funciona como um “freio de arrumação” para conter as disputas internas por verbas. Nos últimos dias, candidatos à Câmara dos Deputados manifestaram receio de que diretórios estaduais pudessem privilegiar nomes de correntes específicas, como a tendência majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB). Para equilibrar o jogo, o partido destinou R$ 265 milhões (43,06%) para as candidaturas à Câmara e definiu que deputados que buscam a reeleição são considerados “prioridades natas”.
Confira a divisão dos recursos do PT:
- Presidência (Lula): R$ 127 milhões (20,64%)
- Câmara dos Deputados: R$ 265 milhões (43,06%)
- Governos Estaduais: R$ 72 milhões (11,70%)
- Senado: R$ 62 milhões (10,08%)
- Assembleias Legislativas: R$ 50 milhões (8,13%)
- Fundo de Reserva: R$ 39,4 milhões (6,40%)
Regras de repasse e estratégia política
A resolução determina que as candidaturas receberão os recursos por meio de repasses financeiros diretos ou bens e serviços estimáveis em dinheiro. A palavra final sobre a destinação dos valores caberá ao Grupo de Trabalho do partido, que processará as indicações feitas pelos diretórios estaduais com base em estratégias nacionais. Eventuais sobras de recursos, decorrentes de desistências, serão realocadas pela Comissão Executiva Nacional.
O Fundo Eleitoral deste ano totaliza R$ 4,9 bilhões em recursos públicos para financiamento de campanhas. O PT detém a segunda maior fatia do bolo orçamentário, superado apenas pelo PL, que recebeu R$ 881 milhões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

