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O filho de 6 anos de Paola Stephany Neto Cirino, mulher presa suspeita de matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, estava “bastante assustado” no momento em que a Polícia Civil cumpriu a prisão da mãe, em um hotel de Itabira, na região Central de Minas Gerais. O relato foi feito pelo delegado Gustavo Barletta, responsável pelas investigações.
Segundo o delegado, os policiais já sabiam que encontrariam a criança no local e prepararam a abordagem para minimizar os impactos da prisão. “Quando nós ingressamos no quarto do hotel, ela estava abraçada ao filho, chorando bastante, e ele também estava bastante assustado”, contou.
Barletta explicou que dois policiais passaram a conversar e brincar com o menino para distraí-lo enquanto a prisão era realizada. “A gente ficou colando figurinhas com ele para que ele se distraísse, mas a todo momento ele ficava tentando entender o que estava acontecendo”, afirmou.
Ainda de acordo com o delegado, durante o trajeto até Belo Horizonte, a criança conseguiu descansar e, ao chegar à delegacia, foi entregue aos familiares. “Aqui ele já estava bem mais tranquilo. A tia veio buscá-lo e ele ficou mais relaxado. Claro que é uma criança, então tivemos todo o cuidado dentro do nosso trabalho”, disse.
A mãe do menino foi presa na madrugada desta quinta-feira (2/7) e é apontada como principal suspeita de matar Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio durante um latrocínio no apartamento do casal, no bairro São Pedro, região Centro-Sul de Belo Horizonte.
A Polícia Civil afirma que ela confessou informalmente a dinâmica do crime aos investigadores, embora tenha permanecido em silêncio durante o depoimento oficial, por orientação da defesa. As investigações continuam.
Relembre o caso
Na tarde dessa terça-feira (30/6), um casal de idosos foram encontrados mortos dentro de sua residência no bairro São Pedro, região Centro-Sul de BH. De acordo com o boletim de ocorrência, Maria Clotilde, de 75 anos, foi encontrada na sala, com grande quantidade de sangue no sofá. Ela apresentava sete ferimentos distribuídos entre o rosto, queixo, pelve, garganta, tórax e pescoço.
Cláudio Atala Inácio, de 76, foi localizado sobre a cama, também com muito sangue, e tinha 17 lesões nas costas, pescoço e tórax. Conforme a perícia, ambos apresentavam sinais de defesa, o que indica que tentaram reagir às agressões. Nos corpos, foram constatadas em um primeiro momento 24 perfurações, mas em depoimento, a suspeita afirmou que desferiu pelo menos 40 golpes.
Além disso, em depoimento, a suspeita teria admitido que dopou o casal com uma mistura de remédios usados em tratamento para depressão. Posteriormente, os adicionou a um suco. De acordo com o delegado Gustavo Bartella, após os idosos começarem a passar mal e perderem os sentidos, ela iniciou os ataques com uma faca que estava na residência.
Os peritos também constataram que uma gaveta onde eram guardadas semijóias estava arrombada. Além disso, os celulares do casal não foram encontrados.
Imagens de câmera de segurança flagraram a suspeita, Paola Stephany Neto Cirino, de 30 anos, entrando no prédio com uma vestimenta e saindo usando peças de Maria Clotilde, de acordo com informações do sobrinho, Henrique Maciel.
O que diz a defesa
A defesa de Paola manifesta, antes de tudo, seu profundo pesar e solidariedade aos familiares das vítimas, reconhecendo a dor irreparável vivenciada por todos os envolvidos.
No que se refere à investigação, a defesa de Paola atuará com absoluta responsabilidade, observando rigorosamente os princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal.
As razões defensivas serão apresentadas no momento processual oportuno, com base nos elementos constantes dos autos e nas provas que vierem a ser produzidas, sempre com respeito às instituições e à atuação das autoridades competentes.
Neste momento, a defesa reafirma sua confiança no Poder Judiciário e ressalta que qualquer conclusão acerca da responsabilidade da investigada deve decorrer exclusivamente da regular instrução processual, e não de julgamentos antecipados ou da repercussão do caso.
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