Baleado na cabeça na tarde do último sábado (27), em São Caetano do Sul, o tenente Ronickson Pimentel dos Santos é alvo de pelo menos três inquéritos abertos por mortes decorrentes de intervenção policial ocorridas durante ações da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), tropa de elite da Polícia Militar paulista da qual ele faz parte. Até o momento, não há nenhuma informação sobre a ligação entre o atentado contra Pimentel e essas ocorrências.
O inquérito mais recente foi aberto em janeiro deste ano. Segundo o Boletim de Ocorrência, uma equipe da Rota comandada por Pimentel averiguava uma denúncia anônima de tráfico de drogas em Itaquaquecetuba, na Região Metropolitana de São Paulo, em 7 de janeiro de 2026, quando prendeu Gilberto Salles de Almeida Araujo.
No quarto de Araújo, teriam sido encontrados cocaína, coletes balísticos e duas armas de fogo. Ao ser questionado sobre um segundo endereço, Araújo teria informado que havia alugado um imóvel para João Francisco Silva de Sousa. Os policiais foram até o local, onde teriam encontrado maconha e uma máquina seladora para embalar drogas. Araújo teria indicado então um terceiro endereço, em Suzano, também na Grande São Paulo, onde Sousa estaria.
Ainda segundo o registro, os policiais foram até Suzano, onde Sousa os teria recebido a tiros. Durante o revide, Sousa foi atingido por Pimentel e um colega, e morreu no local. Uma pistola 9mm sem numeração teria sido apreendida com ele, além de 166 tijolos de maconha encontrados na residência.

