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Hackathon do Sol: maratona busca impulsionar tecnologia e promover cultura da inovação no RN

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Redação Tribuna do Norte




17h00

160 equipes formadas por estudantes, profissionais e empreendedores participam do evento até este domingo (28), em Natal | Foto: Léia Ventura

Natal sedia, até este domingo (28), o Hackathon do Sol, uma maratona de inovação e tecnologia voltada ao desenvolvimento de soluções para desafios reais do mercado. O evento, iniciado na última sexta-feira (26), em um hotel de Natal, reúne estudantes, profissionais, empreendedores e entusiastas de diversas áreas em uma imersão focada em empreendedorismo e desenvolvimento tecnológico.

A jornada colaborativa é marcada por mentorias, capacitações, networking e construção de projetos com potencial de impacto social e econômico. As equipes passam por etapas de ideação, validação, desenvolvimento e apresentação de soluções, com o acompanhamento de especialistas e profissionais com experiência nos ecossistemas de inovação e negócios.

Rafael Abreu, idealizador do Hackathon do Sol, conta que o evento nasceu de uma necessidade que ele enxergou durante o mestrado em Ciência, Tecnologia e Inovação. “Verifiquei que tinham muitos talentos que poderiam estar construindo novas ideias, novos aplicativos, novas coisas, mas faltava para eles essa conexão com o mercado de trabalho”, afirma.

Rafael Abreu: estímulo à cultura de inovação | Foto: Léia Ventura

Para ele, o evento funciona como um laboratório de ideias, “uma oportunidade de novos aplicativos surgirem e serem expostos para empresários, que podem investir neles”. A proposta é estimular a cultura da inovação no Rio Grande do Norte.

Durante os tês dias de imersão, os participantes permanecem reclusos recebendo mentorias, palestras, desenvolvendo essas soluções e competindo. O evento é dividido em três trilhas: turismo, varejo e beneficência.
O hackathon tem 160 participantes, compondo 40 equipes de quatro pessoas cada. Na etapa final, 15 se classificam e três ganham, cada um em uma trilha. A equipe campeã geral é premiada com R$ 15 mil.

O engenheiro de computação Felipe Gama é mentor de tecnologia. Segundo ele, a proposta do evento é interessante porque conecta profissionais de diferentes áreas em busca de resolver um desafio e encontrar uma solução para ele.

“Na área de tecnologia é muito bacana, porque você tem uma solução, por exemplo: quero construir uma porta. Mas, na computação, você tem ‘n’ possibilidades e cada um propõe alguma possibilidade diferente. E assim a gente consegue mapear diversas maneiras de fazer uma solução e ver a criatividade”, explica.

Nessa área, os projetos são avaliados em critérios como se a solução é escalável, se é segura e se o código é fácil de ser modificado para agregar outras ferramentas depois.

Geovane Almeida, mentor na área de beneficência, avalia que o Hackathon do Sol tem a intenção de, com a tecnologia contemporânea, criar soluções inteligentes e criativas. “O hackathon tem um pouco disso, de uma simulação de que, em tempos de dificuldade, temos soluções criativas, sustentáveis e didáticas”.

“E a beneficência é mais uma dessas áreas em que pensa em fazer com que a tecnologia nos auxilie, para fazer com que o voluntário que quer doar e o que quer receber se encontrem de a melhor maneira”, explica.

Rafael Abreu diz que a expectativa é de mais edições. “É um tipo de evento que promove não só a cultura da tecnologia, mas também fomenta negócios, traz prosperidade e inspira novos talentos. Tem tudo para que aconteça várias vezes”, afirma. Segundo ele, o hackathon busca ainda evitar a evasão de talentos do RN.

O publicitário Erielton Rangel é um dos participantes. Ele conta que está em um grupo que desenvolve uma solução de logística para o varejo alimentício. “Estamos desenvolvendo um software para ajudar no monitoramento do estoque”, explica. Erielton é formado na área da tecnologia e “acabou pendendo” para o lado criativo, trabalhando com publicidade e eventos.

Erielton: união entre publicidade e tecnologia | Foto: Léia Ventura

Ele relata que viu no evento uma oportunidade de unir esses dois mundos, mesmo depois de cerca de 12 anos longe da programação, e se conectar com outros profissionais. Para o participante, o objetivo principal do seu grupo é ganhar a competição e patentear a ideia.

Henrique Neiva, jornalista de dados, já tinha participado de outros hackathons quando soube deste evento. Ele já tinha uma ideia em mente e se inscreveu. “Estamos desenvolvendo na área de beneficência, e a nossa ideia é de impacto social. O que a gente tem desenvolvido é uma rede social [de caridade]”, afirma.

O Hackathon do Sol avalia o modelo de negócio, a aderência ao desafio, a inovação da solução, a apresentação do pitch, os critérios técnico de solução, a qualidade técnica da aplicação, o funcionamento do app, o uso de inteligência artificial, a integração por APIs e a qualidade da experiência do usuário.

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