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Funcionário nega ter escondido câmera usada por Maria Eduarda

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João Antonio Pires, homem apontado nas investigações como responsável por retirar a câmera GoPro utilizada por Maria Eduarda Rodrigues de Freitas após o acidente fatal na Ponte do Esqueleto, divulgou nesta quarta-feira (25), com exclusividade ao Bacci Notícias, uma carta aberta na qual apresenta sua versão dos fatos. No texto, ele nega ter ocultado o equipamento e afirma que as imagens podem ser decisivas para esclarecer as circunstâncias da morte da jovem de 21 anos.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu após salto de rope jump em Limeira. Foto: Reprodução.

O nome de João passou a ser citado nas investigações após a Polícia Civil apontar que ele teria sido o responsável por retirar a câmera GoPro utilizada por Maria Eduarda durante a atividade. O equipamento, que poderia conter imagens importantes sobre os momentos que antecederam a queda, desapareceu logo após o acidente e ainda não foi localizado.

Relato sobre o dia da tragédia

Na carta, João afirma que trabalhava apenas como prestador de serviços para a empresa Entre Cordas e que sua função era auxiliar na parte inferior da estrutura, ajudando na operação de subida das cordas.

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Segundo ele, no momento do acidente estava de costas e só percebeu que algo havia acontecido após ouvir gritos mencionando o nome de Maria Eduarda.

“Eu coloquei a mão no pescoço e vi que tinha batimento cardíaco e respiração”, escreveu.

João afirma que imediatamente acionou ajuda pelo rádio e pediu que integrantes da equipe descessem rapidamente para prestar socorro à jovem. Ele relata ainda ter solicitado a presença de Luis Felipe Feliciano Egoroff, apontado como bombeiro civil, para auxiliar nos procedimentos de emergência.

Maria Eduarda

Foto: Reprodução / Redes Sociais

De acordo com sua versão, ele permaneceu no local durante toda a movimentação de resgate e colaborou com a chegada das equipes de atendimento.

Apelo para localizar a GoPro

Um dos principais pontos da carta é o desaparecimento da câmera GoPro utilizada por Maria Eduarda.

João nega ter escondido ou retirado o equipamento de forma deliberada e afirma que a localização da câmera é fundamental para o esclarecimento completo do caso.

“Eu venho pedir a ajuda da mídia para investigar as imagens dessa câmera, pois essa câmera vai esclarecer o que houve”, declarou.

Ele também pediu que pessoas que participaram do evento ou que estavam na ponte naquele dia disponibilizem vídeos e gravações que possam contribuir com as investigações.

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Segundo João, as imagens registradas pela GoPro podem revelar detalhes importantes sobre a preparação do salto e os instantes que antecederam a tragédia.

Suspeitas sobre o paradeiro do equipamento

Na declaração, João cita nomes de pessoas que, segundo ele, poderiam auxiliar no esclarecimento sobre o paradeiro da câmera.

Ele afirma acreditar que outros integrantes da equipe tiveram contato com Maria Eduarda logo após a queda e levanta a hipótese de que a GoPro possa ter sido colocada em mochilas ou veículos utilizados pelos participantes da operação naquele dia.

“Por favor, ajudem a achar essa câmera”, escreveu.

O trabalhador também pediu ajuda de bombeiros, policiais e demais testemunhas que estiveram no local para confirmar que ele permaneceu auxiliando os socorristas durante o atendimento.

Família segue cobrando respostas

Enquanto as investigações avançam, a família de Maria Eduarda continua cobrando justiça e esclarecimentos sobre o caso.

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Conhecida pelos familiares como “Duda”, a jovem de 21 anos era formada em Nutrição, cursava Educação Física e fazia planos de se casar nos próximos meses. Em uma carta divulgada recentemente, parentes afirmaram que seus sonhos foram interrompidos de forma trágica e classificaram o episódio como um crime.

A GoPro utilizada pela jovem permanece desaparecida e é considerada uma das principais peças para a reconstituição dos fatos. A expectativa é que novos depoimentos, perícias e a análise dos materiais apreendidos pela Polícia Civil ajudem a esclarecer definitivamente as circunstâncias que levaram à morte de Maria Eduarda.

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