O amigo que acompanhava Maria Eduarda Rodrigues de Freitas no local de saltos de rope jump, em 13 de junho, em Limeira (SP), afirma que a preparação da jovem para a aventura foi diferente da dele e “extremamente rápida”. O homem, cujo nome não foi oficialmente divulgado, afirmou que pulou antes da profissional de Educação Física após passar pelo procedimento regular de segurança. Duda, porém, foi lançada da Ponte do Esqueleto sem a fixação das cordas e morreu em decorrência dos ferimentos.
No depoimento, obtido pelo Metrópoles, o homem detalhou que a preparação incluía a colocação de equipamentos, como colete e proteções, numa área anexa. Já a corda era fixada momentos antes do salto, na plataforma. Segundo o rapaz, no caso dele, o procedimento foi realizado por uma pessoa responsável por verificar os saltos anteriores ao dele. Já Maria Eduarda foi assistida por três pessoas. Os investigadores apontaram que ela foi a primeira a ser lançada na modalidade “aviãozinho” do rope jump, em que instrutores erguem o corpo do saltador sobre as cabeças e o lançam ponte abaixo.
O amigo afirmou não ter visto o equipamento de segurança ser fixado em Duda e apenas ouvido gritos de pessoas que alertavam sobre a ausência da corda instantes depois do lançamento do corpo. Ele passou mal e precisou ser encaminhado ao hospital.
A Polícia Civil indiciou os três instrutores que participaram do lançamento de Maria Eduarda por homicídio com dolo eventual. Para os investigadores, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, assumiram o risco da morte da jovem ao não observarem os procedimentos de segurança.

