Quando a cadela pit bull de uma moradora de Campinas, São Paulo, engravidou do golden retriever da família, a tutora já sabia que os filhotes provavelmente chamariam atenção.
O que ela não imaginava era que toda a ninhada nasceria com uma aparência completamente diferente do esperado.
A mãe tem pelagem predominantemente branca, com algumas manchas pretas espalhadas pelo corpo. Já o pai é um típico golden retriever dourado.
A combinação parecia abrir espaço para inúmeras possibilidades: filhotes dourados com traços de pitbull? ou então cães parecidos com goldens, mas de pelo curto?
Mas o resultado foi completamente diferente. Todos os filhotes nasceram pretinhos.
“Alguém explica essa mistura de Pit Golden aqui????”, escreveu a tutora ao mostrar os filhotes no TikTok.
A genética pode guardar muitas surpresas
Embora a aparência dos filhotes tenha causado surpresa, não é impossível que um filhote nasça diferente dos pais.
Segundo informações do VCA Hospitals, a enorme variedade de cores observada nos cães é resultado da interação de apenas dois pigmentos básicos.
- O primeiro deles é a eumelanina, responsável pelos tons pretos e suas variações.
- O segundo é a feomelanina, associada aos tons avermelhados, dourados, amarelos e creme.
A partir desses dois pigmentos, diversos genes entram em ação para determinar não apenas a cor final da pelagem, mas também onde cada pigmento será distribuído no corpo do animal.
Um cachorro pode carregar genes relacionados a determinadas cores sem necessariamente apresentá-las no pelo.
Esses genes permanecem “escondidos” por gerações e podem reaparecer nos descendentes quando encontram a combinação genética adequada.
Por esse motivo, nem sempre os filhotes serão uma cópia visual dos pais.
O VCA Hospitals explica que vários genes atuam simultaneamente para controlar a produção e a distribuição dos pigmentos.
Alguns genes podem intensificar determinadas cores, enquanto outros podem diluí-las ou até impedir que certos pigmentos apareçam em partes específicas do corpo.
É justamente essa complexa combinação genética que faz com que irmãos da mesma ninhada possam apresentar aparências muito diferentes entre si.
Por trás de um golden dourado ou de uma pitbull branca podem existir características hereditárias escondidas há várias gerações, aguardando a oportunidade de aparecer em uma nova ninhada.
Pequenos ursinhos que conquistaram a internet
Independentemente da explicação científica, os internautas pareciam mais interessados em admirar a fofura dos filhotes do que em desvendar os detalhes da genética.
“São todos lindinhos demais”, comentou uma pessoa.
“Já quero uma”, escreveu outra.
Os cachorrinhos nasceram robustos, com pelagem escura e brilhante, orelhinhas caídas e rostinhos arredondados. Muitas pessoas disseram que eles lembravam ursos de pelúcia.
Hora da despedida
Conforme os filhotes cresceram, chegou o momento de encontrar novos lares.
Apesar da felicidade por vê-los iniciando uma nova etapa da vida, a despedida não foi fácil para a tutora.
Ao compartilhar imagens dos filhotes, Pati revelou o quanto havia se apegado aos cachorrinhos.
“Eu vou sentir tanta mas tanta saudades deles, meu Deus. Melhor erro que já aconteceu aqui em casa”, escreveu.
Um deles, porém, permaneceu na casa. A escolhida para ficar foi Lua.
Fisicamente, Lua lembra mais a pitbull. Já no comportamento, parece ter absorvido bastante da energia e do jeito brincalhão do golden retriever.
Em um dos vídeos compartilhados pela tutora, a cachorra aparece interagindo com o pai.
Enquanto o golden tenta manter a calma, Lua pula, corre e brinca sem parar.

