Redação Tribuna do Norte
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10h55


Municípios da Bacia Potiguar recebem, ao longo deste mês de junho, uma série de ações voltadas à conservação de aves migratórias, manguezais e áreas úmidas costeiras. As atividades ocorrem em Guamaré, Macau e Galinhos, dentro do projeto Flyways Brasil, desenvolvido pela SAVE Brasil com apoio do Instituto Neoenergia.
A programação inclui ações de educação ambiental, mobilização comunitária, monitoramento de aves, oficinas, palestras, exposições educativas, jogos ambientais, mutirões de limpeza em manguezais e praias, além de atividades guiadas de observação de aves.
O projeto tem como foco a proteção das aves limícolas migratórias, como maçaricos e batuíras, que utilizam a Bacia Potiguar como área de alimentação e descanso durante rotas migratórias pelas Américas. As atividades envolvem estudantes, pescadores artesanais, marisqueiras, pessoas idosas, adolescentes e comunidades tradicionais.
“Por meio dessas iniciativas, reforçamos nosso compromisso com a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável dos territórios onde atuamos, valorizando conhecimentos tradicionais, fortalecendo economias locais e construindo soluções coletivas para o futuro da Bacia Potiguar”, explica Renata Chagas, diretora do Instituto Neoenergia.
Uma das frentes do projeto é o trabalho com marisqueiras da região. Neste mês, foram realizados encontros comunitários, entrega de equipamentos de proteção individual e ações de plantio de manguezais em áreas indicadas pelas próprias comunidades como prioritárias para recuperação ambiental.
Ainda estão previstas “passarinhadas” no Parque das Dunas, em Natal. Segundo o Instituto Neoenergia, o objetivo é ampliar o acesso da população ao conhecimento sobre espécies migratórias como maçaricos e batuíras e reforçando a importância da conservação das áreas úmidas costeiras.
O Flyways Brasil atua na Bacia Potiguar há mais de uma década. A parceria entre o Instituto Neoenergia e a SAVE Brasil teve início em 2015 e contribuiu para o reconhecimento internacional da região como sítio da Rede Hemisférica de Reservas para Aves Limícolas, conhecida pela sigla WHSRN.
Além da conservação das aves migratórias, o projeto também trabalha com ações de restauração ecológica, cartografia social, mapeamento de saberes tradicionais e apoio à adaptação de comunidades costeiras às mudanças climáticas.

