A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas (21), durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, ganhou um novo capítulo com o avanço das apurações sobre o desaparecimento da câmera que estava com a vítima no momento do acidente.
Maria Eduarda || Reprodução: Redes Sociais
De acordo com a informações colhidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, divulgadas pelo Portal do Paulo Mathias, um dos investigados presos recentemente teria se aproximado da jovem logo após a queda e retirado o equipamento que pode conter imagens consideradas fundamentais para esclarecer o caso.
Acesse o canal BNTV no YouTube
Câmera é considerada peça-chave da investigação
De acordo com o pedido de prisão temporária, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, estava posicionado na base da Ponte do Esqueleto durante a realização dos saltos. Os investigadores apontam que ele se aproximou de Maria Eduarda imediatamente após a queda e retirou a câmera GoPro que estava com a vítima.
O equipamento ainda não foi localizado e é tratado como uma das principais provas da investigação, já que poderia registrar imagens dos momentos que antecederam e sucederam o salto fatal.
Testemunha contradiz versão apresentada pelo suspeito
Em depoimento, João Antônio negou ter retirado a câmera. Segundo ele, sua aproximação teve apenas o objetivo de verificar os sinais vitais da vítima após o acidente.
A versão, no entanto, foi contestada por uma testemunha, segundo a página do jornalista, que afirmou ter visto o investigado retirar o equipamento das mãos de Maria Eduarda poucos instantes depois da queda.
Diante da divergência entre os relatos, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária para aprofundar as investigações sobre a possível ocultação de provas.
Leia também:
Investigação aponta possível falha na comunicação
O Ministério Público também sustenta que João Antônio tinha condições de identificar eventuais irregularidades nos equipamentos utilizados pela vítima. Segundo os investigadores, ele poderia comunicar qualquer problema à equipe que estava no topo da ponte por meio de rádio, mas essa comunicação, em tese, não teria ocorrido. A apuração busca esclarecer se houve negligência operacional antes do salto e eventual tentativa de ocultar evidências após a tragédia.
Organizadora é suspeita de apagar provas digitais
Outra investigada presa é Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como responsável pelo grupo “Entre Cordas”, que promovia os saltos. Segundo o Ministério Público, ela teria excluído perfis e conteúdos digitais ligados ao grupo logo após a morte de Maria Eduarda.
A suspeita é de que a exclusão tenha sido uma tentativa de eliminar elementos relevantes para a investigação. Os promotores afirmam que Evelyne exercia função de liderança na organização das atividades e teria autorizado a realização dos saltos sem protocolos adequados de segurança.
Terceiro preso teria deixado local após acidente
O terceiro investigado preso temporariamente é Gabriel Barros Martins. Segundo a polícia, ele integrava a equipe responsável pela atividade e teria deixado o local após o acidente sem prestar esclarecimentos imediatos às autoridades.
A conduta também passou a ser analisada pelos investigadores no segundo inquérito instaurado para apurar possível ocultação de provas e outras responsabilidades. Paralelamente, a Polícia Civil concluiu o primeiro inquérito do caso e indiciou três instrutores por homicídio com dolo eventual.
Foram indiciados:
- Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos;
- Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos;
- Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos.
O entendimento dos investigadores é que eles assumiram o risco de produzir o resultado fatal ao permitir a realização do salto sem a conferência adequada dos equipamentos de segurança.
Caso segue sob investigação
Maria Eduarda morreu após ser lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar conectada à corda de segurança utilizada na prática do rope jump.
Além do inquérito que resultou no indiciamento dos instrutores, a Polícia Civil mantém uma segunda investigação para apurar a suposta destruição de provas, o desaparecimento da câmera da vítima e a conduta dos demais envolvidos.
Leia mais no Bacci Notícias:

