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Governo Federal reconhece emergência ambiental em Salvador

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A Defesa Civil nacional reconheceu a situação de emergência em Salvador devido à contaminação por substâncias químicas na região de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário. O decreto municipal que embasa o estado crítico foi publicado em 8 de junho e tem validade inicial de 90 dias.

O reconhecimento federal permite que o município tenha acesso a recursos da União para ações de assistência, recuperação das áreas afetadas e mitigação dos danos ambientais provocados pela contaminação.

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Emergência foi decretada após derramamento químico

De acordo com o decreto municipal, o desastre ambiental foi provocado pelo derramamento de produtos químicos de origem industrial em diferentes ambientes naturais da região.

A contaminação atingiu áreas marinhas, fluviais, lacustres e aquíferos, sendo classificada como um desastre ambiental de grandes proporções pelas autoridades.

Inema aplicou multa de R$ 50 milhões à empresa

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) aplicou uma multa de R$ 50 milhões à Gerdau Aços Longos após concluir que a empresa contribuiu para a contaminação registrada na Praia de São Tomé de Paripe.

O valor corresponde ao teto máximo previsto na legislação ambiental estadual para esse tipo de infração. A penalidade foi definida após análises técnicas, fiscalizações e coleta de amostras ao longo de 2026.

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Segundo o órgão, os resultados laboratoriais identificaram poluição em diferentes componentes do ecossistema marinho, com base em inspeções e relatórios técnicos.

Análises identificaram metais pesados e substâncias tóxicas

As amostragens realizadas apontaram a presença de concentrações elevadas de compostos químicos e metais pesados, com destaque para cobre.

Também foram identificadas substâncias da série nitrogenada, como nitrato, nitrito e nitrogênio amoniacal, em diferentes pontos da área afetada.

As coletas foram feitas em água do mar, sedimentos, água intersticial e organismos marinhos, como siris e moluscos bivalves.

Praia segue interditada e imprópria para banho

O caso teve início após o aparecimento de manchas azuladas e amareladas na areia e no mar da região, o que levou à interdição de trechos da praia.

Desde então, a área foi classificada como imprópria para banho e atividades de contato direto, devido ao risco à saúde da população.

O Inema reforça que o local permanece sob restrição e recomenda que moradores e turistas evitem contato com água, areia e sedimentos.

Caso é investigado por órgãos ambientais e pelo MPF

Além das ações do órgão ambiental estadual, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil para apurar as causas da contaminação.

A investigação busca aprofundar a análise sobre possível responsabilidade por poluição no litoral de Salvador e os impactos ambientais causados na região.

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