
O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado afirmou neste sábado (6) que a omissão do governo Lula no combate ao crime organizado foi um dos fatores que motivaram a proposta americana de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada pelo USTR na segunda-feira (1º).
Para Caiado, a gestão petista permitiu que o PCC e o Comando Vermelho se tornassem as “maiores multinacionais do mundo” e que essa situação gerou a reação de Washington.
“No momento em que você deixa as facções virarem as maiores multinacionais do mundo, que inundam o mundo de cocaína, é evidente que vai ter uma reação”, declarou. “Sou contra o tarifaço, sempre fui. Desde o 1º ao 2º. Mas tem que ser analisado o fato de ter sido determinado agora.”
Reconhecimento das exigências americanas
Caiado separou a rejeição à tarifa do reconhecimento de parte das demandas americanas. “Tem situações que os americanos, sem dúvida nenhuma, procedem quando dizem: as facções são terroristas que inundam o mundo de cocaína; a corrupção interna no país precisa ser controlada”, afirmou.
O pré-candidato argumentou que o Brasil precisa de um presidente com “autoridade moral” para negociar com Trump. “Faltou ao Brasil uma coisa que se precisa neste momento: ter autoridade moral para governar o país”, disse.
Promessa para 2027
Caiado prometeu reabrir o diálogo com Washington caso seja eleito. “Se nós chegarmos ao governo, se Deus quiser, nós reabriremos esse diálogo para que não tenha retaliação ao aço e a outros segmentos”, declarou.
O ex-governador de Goiás também celebrou a inclusão do PCC e do CV na lista americana de organizações terroristas e afirmou não considerar a medida uma ameaça à soberania do Brasil.
Na pesquisa Datafolha de maio, Caiado aparece com 4% das intenções de voto no primeiro turno, atrás de Lula, com 40%, e de Flávio Bolsonaro, com 31%.

