
A guarda costeira da China realizou neste domingo (7) sua primeira patrulha independente de aplicação da lei a leste de Taiwan, marcando uma expansão inédita das operações marítimas chinesas em torno da ilha. Quatro navios partiram do porto de Xiamen, na província de Fujian, no sudeste da China, e foram enviados à área.
A Administração da Guarda Costeira de Taiwan respondeu enviando cinco embarcações para a região e afirmou que os navios chineses foram “acompanhados durante todo o processo”.
Motivação da operação
Pequim enquadrou a ação como “necessária” e diretamente vinculada ao anúncio conjunto do Japão e das Filipinas de que iniciariam negociações para delimitar a fronteira marítima na região próxima a Taiwan.
A China interpretou o movimento como unilateral e provocativo, por envolver demarcação de limites em águas que Pequim considera sob sua soberania ou em disputa. Taiwan chamou a operação chinesa de “violação do direito internacional” e emitiu alertas por rádio durante o confronto.
Ato de Pratas
No mesmo período, um incidente separado ocorreu no atol de Pratas, arquipélago controlado por Taiwan no Mar do Sul da China e reivindicado por Pequim. Segundo as autoridades taiwanesas, um navio da guarda costeira chinesa, o 3501, aproximou-se a nordeste do atol e realizou uma manobra brusca para entrar em águas classificadas por Taiwan como restritas, sem atender aos avisos emitidos pela patrulheira taiwanesa. Os dois navios permaneceram frente a frente por várias horas.
Padrão da escalada
A operação faz frente a uma expansão geográfica. Desde 2021, a guarda costeira chinesa patrulha rotineiramente o Mar do Sul da China, o Mar da China Oriental e o Mar Amarelo. As patrulhas próximas a Quemoy tornaram-se regulares desde junho de 2024.
A extensão das operações para a costa leste de Taiwan, área fora do foco tradicional, foi descrita por analistas como sinal de que a China crava ainda mais um sistema de vigilância marítima que cerca a ilha por todos os lados.

